Famílias de bilionários ensinam mandarim aos filhos à medida que a influência da China cresce


Famílias de bilionários ensinam mandarim aos filhos à medida que a influência da China cresce

Famílias de destaque internacional, entre elas as de Elon Musk, Donald Trump, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, têm incentivado os filhos a aprender mandarim, em um contexto de crescimento da influência econômica e política da China no cenário global.

O empresário Elon Musk publicou nas redes sociais, no fim de junho, que seu filho está aprendendo o idioma. "Meu filho está aprendendo mandarim atualmente", escreveu, em mensagem redigida também em chinês.

Netos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também estudam a língua, assim como filhos do fundador da Amazon, Jeff Bezos, e do presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg. O príncipe George, filho mais velho do príncipe William e de Catherine, princesa de Gales, teria tido as primeiras aulas de mandarim ainda no ensino fundamental, segundo informações veiculadas pela imprensa britânica.

Motivação econômica

Kerry Brown, professor de estudos chineses e diretor do Instituto Lau de Estudos Chineses, do King's College de Londres, afirmou que o interesse das elites globais tem caráter estratégico.

Segundo o pesquisador, o fato de a China possuir a segunda maior economia do mundo torna o aprendizado do idioma uma vantagem prática para famílias ligadas a negócios internacionais. "Faz sentido aprender chinês mesmo para quem é cético em relação ao país", disse.

O especialista citou como exemplo o caso da neta de Trump, Arabella Kushner, que cantou em mandarim durante visita oficial do presidente chinês aos Estados Unidos, em 2017, episódio classificado por ele como um gesto de diplomacia simbólica.

No Brasil, o interesse pelo mandarim também tem aumentado. A promoção da língua é feita, em grande medida, pelos Institutos Confúcio, com representação em diversas universidades.

Lourdes Zilberberg, diretora da unidade da Faap afirma que "A China exportava alunos para o exterior e agora recebe. Apostou em universidades de ponta para estar nos rankings internacionais".

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