O China Disabled People’s Performing Arts Troupe é reconhecido internacionalmente como uma das principais companhias dedicadas à arte inclusiva. O projeto foi criado em 1987 e reúne artistas com deficiências auditivas e visuais em produções que combinam tradição cultural chinesa, rigor técnico e estética inovadora.
Vinculada à China Arts and Entertainment Group, é uma plataforma de promoção artística e inclusão social, com presença consolidada em mais de cem países. A companhia foi criada com o objetivo de ampliar o acesso de pessoas com deficiência às artes performáticas. Ela desenvolveu uma linguagem própria, baseada na integração entre dança, música e recursos visuais.
“Acima de tudo, está o nível artístico do elenco”, ressalta LI Jinsheng, presidente da China Arts and Entertainment Group, estatal chinesa de fomento a atividades culturais.
A China tem mais de 83 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência registrada. Por isso o grupo se destaca por unir excelência técnica à valorização da diversidade, um verdadeiro representante da cultura chinesa em palcos de todo o mundo.
O repertório das bailarinas une elementos da tradição chinesa, como danças folclóricas, e técnicas contemporâneas de balé e expressão corporal. Além da dança, o grupo incorpora apresentações musicais e poesia em língua de sinais.
A execução das bailarinas depende de sinais visuais e percepção vibratória para manter a coordenação precisa de todas. Um dos números mais conhecidos é a coreografia inspirada no Bodisatva de mil braços, um símbolo da precisão e da sincronia alcançadas pelas bailarinas que não ouvem a trilha sonora.
A fama internacional do China Disabled People’s Performing Arts Troupe atingiu um novo patamar com sua participação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Desde então, o grupo consolidou-se como referência em diplomacia cultural e intercâmbio artístico.
Eles já estiveram no Brasil, em 2019, com o espetáculo “My dream” [Meu sonho], no qual trouxeram 26 bailarinas. Foi parte de uma turnê internacional, mostrando como a arte pode articular excelência estética e transformação social.
Veja um trecho da apresentação






