A China está em constante transformação. Entre 2010 e 2024, o país inaugurou, em média, uma nova instituição museológica a cada 1,5 dia. Por trás dos números, há uma estratégia nacional que inclui preservação do patrimônio, desenvolvimento urbano, indústrias criativas e iniciativas de soft power.
O resultado é visível, o país contabiliza 6.833 museus registrados, mas outras fontes apontam que o número passa de 7 mil.
No Dia Internacional dos Museus de 2021, o vice-ministro da Cultura e do Turismo, Li Qun, divulgou que entre 2016 e 2020 um novo museu havia sido inaugurado a cada dois dias em média no país. Naquele ano, mesmo com a pandemia de COVID-19, os museus chineses realizaram mais de 29.000 exposições e receberam aproximadamente 540 milhões de visitas. Os números consolidados mais recentes são de 2024, quando saltou para quase 1,5 bilhão de visitantes, com cerca de 43.000 exposições realizadas ao longo do ano.
O ritmo de abertura acelerou com o tempo. De 2021 a 2024, a China chegou perto de inaugurar um museu por dia. Esse 'boom' cultural não se restringe à quantidade. Em 2024, o Museu de Xangai teve o maior público de uma exposição paga da história mundial: mais de 2,77 milhões de visitas para a mostra sobre a civilização egípcia antiga, gerando mais de 106 milhões de dólares em receita.
Além disso, no verão de 2025, os museus de ciência do país receberam mais de 30 milhões de visitantes apenas nas férias escolares.
O que impulsiona esse movimento é a expansão do setor GLAM (museus, bibliotecas, arquivos e galerias) na China, refletindo tanto o crescimento econômico das classes médias urbanas quanto uma política consciente de reafirmação da identidade cultural chinesa.
Com informações de People's Daily e China Daily.








