Festival das Lanternas marca fim das comemorações do Ano Novo Chinês


Festival das Lanternas marca fim das comemorações do Ano Novo Chinês

Com origens que remontam a mais de dois mil anos, o Festival das Lanternas (Festival Yuanxiao) será celebrado em 3 de março de 2026, marcando o encerramento oficial das festividades do Ano Novo Chinês. Este é o 15º dia do primeiro mês do calendário lunisolar, quando ocorre a primeira lua cheia do ano, símbolo de renovação, prosperidade e reencontro familiar.

No Ano do Cavalo de Fogo, a data é comemorada em toda a China com uma série de atividades que combinam tradição, cultura e entretenimento, atraindo moradores e turistas. O feriado, que tem raízes históricas que misturam influências budistas e taoístas, mantém viva uma herança cultural que atravessa dinastias.

Um exemplo é o festival folclórico Qianjuntai Zhuanghu Fanhui, reconhecido como patrimônio cultural imaterial da China, ocorre nos dias 3 e 4 de março. A celebração centenária na capital Beijing, inclui bandeiras coloridas, tambores e procissões que percorrem caminhos nas montanhas, atraindo milhares de visitantes.

Foto: China Daily. Usada com permissão.

Além de lançarem lanternas coloridas aos céus, faz parte da tradição as esculturas de luz, que usam técnicas antigas e, mais recentemente, inseriram as luzes de led, que dão um belo efeito durante as noites do Festival.

 Origens e simbolismo

A celebração do Festival das Lanternas tem diferentes versões quanto à sua origem. A mais conhecida remete ao imperador Ming, da dinastia Han Oriental (25–220 d.C.), seguidor do budismo, que teria incentivado a prática de acender lanternas nos templos como forma de homenagear Buda.

Já na tradição taoista, a data é conhecida como Festival Shangyuan, e acredita-se que nela tenha nascido o "Oficial Celestial", responsável pela boa sorte. Acender lanternas, nesse contexto, simboliza o desejo de iluminar caminhos e afastar as "energias ruins".

Tradição viva

Apesar da modernização dos centros urbanos, o Festival das Lanternas mantém seu apelo milenar. Em tempos de rotinas aceleradas, a pausa para contemplar a lua cheia em família e participar de atividades comunitárias funciona como um lembrete dos ciclos da natureza e da importância dos laços afetivos.

Em 2026, a data também servirá como aquecimento para o grande calendário de festivais asiáticos, sendo uma ponte entre tradição e inovação cultural.

Com informações de SCMP

Gostou da publicação ? Então compartilhe!

Receba nossos conteúdos exclusivos

Assine nossa newsletter e fique por dentro de todos nossos conteúdos exclusivos em primeira mão, não perca essa chance, assine!